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    Início » Dona Brasília e seus dois maridos – 30/09/2025
    Contos

    Dona Brasília e seus dois maridos – 30/09/2025

    Por ecliente10 de outubro de 2025Nenhum comentário3 Min de Leitura

    Dona Brasília e seus dois maridos

    30/09/2025

    Brasília é a Dona Flor de concreto armado e cerrado florido. Cidade moderna, mas com

    coração de novela. E, como na obra de Jorge Amado, não se contenta com um marido só.

    Precisa de dois: um que garanta o arroz com feijão e outro que faça o coração bater mais

    rápido.

    No começo, Brasília se casou com o Teodoro da política. Homem sério, calculista,

    planilha na mão e terno engomado. Era do tipo que acredita que o maior gesto de amor é

    pagar o boleto de luz em dia. Para ele, romance era superávit, jantar era apresentar

    orçamento, e pedido de casamento vinha com três vias autenticadas. Brasília ganhou ordem,

    rotina e contas controladas. Mas paixão? Zero. A cama da União estava arrumada, mas fria

    como sessão plenária às duas da manhã.

    Foi aí que, de repente, surgiu o Vadinho da política. Boêmio, falastrão, cheio de

    charme, desses que transformam discurso em samba. Chegava no palanque como quem chega

    num boteco: abraçando todo mundo, prometendo churrasco, cerveja e até feriado

    prolongado. Brasília se apaixonou na hora. Com ele, a vida parecia festa de São João: muito

    barulho, fogos, dança e promessa de abundância. Claro, às vezes a panela queimava, a conta

    não fechava, mas quem liga? Ele sabia como fazer Brasília suspirar.

    Dois mundos, um coração

    Eis o dilema: de um lado, Teodoro, o contador responsável, que garante a geladeira

    cheia. Do outro, Vadinho, o sedutor que dá vida à festa, mas gasta como quem tem cartão sem

    limite. Brasília, como boa flor, queria os dois: queria a segurança do feijão no prato e a emoção

    do beijo de promessa.

    O fantasma que não larga do pé:

    Mesmo depois que Vadinho caiu em desgraça política, não foi embora de verdade.

    Virou fantasma rondando os corredores do Planalto, assombrando discursos, aparecendo em

    lembranças e até em comícios alheios. Brasília, na cama com Teodoro, ainda sonhava com os

    beijos de Vadinho. E o Congresso, essa vizinhança fofoqueira, se dividia: uns juravam que só o

    contador salva a pátria, outros pediam de volta o boêmio, mesmo que viesse em versão

    fantasmagórica.

    Agora, em plena primavera, Brasília vive seu dilema. Quer flores no jardim, mas não

    quer perder o adubo. Quer festa, mas também precisa da conta de luz paga. E os

    congressistas-jardineiros precisam podar exageros, regar esperanças e impedir que o canteiro

    da política vire ringue de UFC. Se não, a primavera acaba em verão seco rapidinho.

    Moral da história:

    Brasília só vai ser feliz quando aceitar sua sina de Dona Flor: precisa dos dois maridos.

    O pão de Teodoro e a cachaça de Vadinho. O boleto pago e o samba improvisado. O chão

    firme e o sonho de voar. Porque viver só de fantasma é saudade, mas viver só de planilha é

    tristeza.

    E nós, o povo, seguimos plateia dessa novela, assistindo Dona Brasília dançar entre o

    contador e o boêmio. Torcemos para que a flor do cerrado aprenda a equilibrar perfume e

    espinho. Porque, se depender só de um marido, a primavera não dura três meses. Agora, com

    os dois fantasmas apaixonados e um contador de impostos a comédia está garantida, e a

    novela do Brasil nunca sai do ar.

     

    Walter Naime

    Arquiteto-urbanista

    Empresário.

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