A placa do pet shop com a proposta de transformação do seu cão em um gato é audaciosa.
Como podemos ver é irreal na sua interpretação porque cão é cão e gato é gato, e não se misturam, pois, uma espécie é canina e a outra felina. As duas não se bicam. Na convivência das duas, permanecem inimigas, apesar de poderem ficar mais bonitas depois de receberem um trato.
Nas sociedades humanas, cuja espécie é uma só, onde a radicalização de grupos são levadas pelas culturas diferenciadas a se agruparem e se defenderem das demais, na proteção do seu sistema de crença religiosa, ideologia política e outras mais.
Para que isso possa ser diminuído em sua intensidade há muito a se fazer no sentido da aproximação dos mesmos, ou irão se distanciar cada vez mais, trazendo os desentendimentos no que refere aos interesses de cada parte. É o que chamamos de polarização, isto é cada um do seu lado, em sacrifício do que poderia haver de bom para os dois.
Todo o cuidado para que a convivência seja pacífica deve ser empreendido porque o que polariza, no final tende a se distanciar com resultado destrutivo. O que foi falado acima é percebido em diferentes pontos do planeta e se faz necessário tomar medidas para que não se propague, porque depois de se instalar fica mais difícil demover.
Esses estados de polarização, resultados de radicalização acabam recaindo nos sistemas políticos de governo, onde os governados ficam torcendo para que os governantes se entendam para sofrerem menos.
Chegamos a ponto de precisarmos estudar os efeitos do “ódio na natureza humana” para poder aplicar nos debates da convivência humana.
Essa tentativa passa ser uma exigência no comportamento dos pares, para que as soluções dos problemas tenham uma diretriz de consenso nas lutas legislativas.
É a hora da “com – fusão”, e para isso só o bom senso pode levar à escolhas acertadas, pois sendo a “fusão bem feita” ou “mistura bem feita”, o resultado passa ser aceito pelas partes que se debateram.
Na convivência do homem com os cães e gatos, com a domesticação de ambos, melhorou o estado da aproximação dos dois, e em alguns casos até que ficaram “amigos”, sem no entanto sabermos as razões.
Também podemos dispensar as razões que os homens polarizados devem convergir a um mesmo ponto de entendimento, bastando que não se atritem pois o atrito destruirá a ambos.
Esse é ponto a que chegamos, onde as duas partes acabam se compondo para não se destruírem. Esse é o ponto que garante a sobrevivência, jogando fora o botão da destruição a favor do homem que deve administrar o ódio de maneira construtiva, sem perder o caminho que a esperança o orientou.
Cão é cão, gato é gato, homem é homem mas os três podem ser produzidos e embelezados pelo bom senso e aceitação da diversidade para ficarem bem na selfie.

Walter Naime
Arquiteto-urbanista
Empresário.

Share.

Deixe um comentário