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    Ó abre alas que eu quero passar!

    Por ecliente5 de fevereiro de 2026Nenhum comentário4 Min de Leitura

    Ó abre alas que eu quero passar!

    O Carnaval no ano eleitoral 2026!

    No Brasil, ano eleitoral é tipo carnaval prolongado: começa antes da hora, termina

    depois do previsto e sempre sobra aquela sensação de que alguém sambou na sua cabeça sem

    pedir licença. Em 2026 então, tudo se mistura: confete, urna eletrônica, candidato fantasiado

    de salvador da pátria e eleitor tentando decidir se vota, se pula ou se só observa da

    arquibancada.

    Os blocos já estão nas ruas: os canhotistas de um lado e os direitálhas do outro, cada

    um berrando seu enredo como se fosse a última disputa da Sapucaí. A polarização virou febre,

    virou figurino, virou marchinha de duplo sentido. É o país se dividindo em dois carnavais que

    se esbarram na esquina e fingem que é tudo normal.

    Do Norte ao Sul, o povo cai no samba para descontar a dor que o governo, insiste em

    deixar pelo caminho. Afinal, parece que o país vive navegando dentro do próprio umbigo,

    como se fosse barquinho de papel no brejo burocrático. E o brasileiro? Ah, esse transforma dor

    em batuque. É talento ou é sobrevivência? Ninguém sabe, mas funciona.

    No bloco dos canhotistas, as alegorias vêm ousadas: “A Fogueira da Igualdade”, “A

    Fênix da Justiça Social”, “O Carrossel do Estado Protetor”. Vermelho, roxo, lilás, tudo brilhoso.

    O samba-enredo mistura discurso, rap e esperança, com refrão pedindo mais direito, mais

    inclusão e umas pitadas generosas de emenda parlamentar, jogadas para o público como

    confete caríssimo pago com dinheiro do contribuinte.

    Já nos direitálhas, o desfile é outra vibe: “O Trem da Ordem”, “O Mercado que Voa”,

    “A Fantasia dos Bons Costumes”. Azul, verde, branco e aquele dourado que parece ouro mas

    muitas vezes é latão pintado. O samba-enredo tem cara de hino, ritmo de sertanejo, letras

    sobre liberdade, segurança e um Estado magrinho, mas sempre alimentado pelas mesmas

    emendas, agora virando serpentinas que o vento carrega direto para algum gabinete.

    Nos carros alegóricos, aparecem as versões carnavalescas dos Três Poderes: o

    Executivo vestido de super-herói cansado, o Legislativo fantasiado de vendedor de pacote

    turístico, e o Judiciário em traje tão luxuoso que até a comissão de frente fica sem graça.

    Todos giram bandeiras e evitam deixar cair as máscaras, coisa difícil, porque máscara aqui não

    protege só do vírus, protege de crítica, de promessa quebrada e até de si mesmo.

    A modernidade chega com drones, hologramas, telão em 8K. Tecnologia para

    impressionar, para parecer que o país está no futuro, mesmo tropeçando no presente. É o

    carnaval do “olha como estamos avançados”, enquanto os fios ficam segurados por gambiarra.

    E como não podia faltar, surgem os "Joãozinhos 30" versão digital: estrategistas, criadores de

    conteúdo, magos de algoritmo que costuram narrativas como quem prega paetê em fantasia

    de última hora. Eles definem a cor da tinta, o brilho do discurso, a ordem do desfile emocional.

    Mas na quarta-feira de cinzas, tudo se encontra: canhotistas e direitálhas, sem glitter,

    sem fantasia, sem filtro. A ressaca chega igual para todo mundo. Ali, no chão frio da realidade,

    dá para ver quem é quem, ou perceber que, no fundo, todo mundo desfilou mais parecido do

    que gostaria de admitir.

    A moral? Que o Brasil precisa escolher seu próximo carnaval político com menos

    fumaça e mais verdade. Talvez seja hora de um carnaval novo, do século 21: sem máscaras

    para esconder intenção, sem confete que tape buraco, com mais transparência e menos

    truque.

    E mesmo com tudo isso, o Brasil continua sendo país de alegria teimosa. A gente ri,

    dança, canta e segue. Porque depois do carnaval vem a Copa do Mundo e finalmente a eleição,

    crise, esperança, decepção e sonho.

    E, no fim das contas, só resta desejar: boa sorte, Brasil, e que os próximos desfiles

    sejam mais verdadeiros que as fantasias. 

    02/02/2026

    Walter Naime

    Arquiteto-urbanista

    Empresário.

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