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    ANTONY MATHEUS PIMENTEL LUCIANO

    Por ecliente20 de março de 2026Nenhum comentário17 Min de Leitura

    ANTONY MATHEUS PIMENTEL LUCIANO

    Antony Matheus Pimetel Luciano e seu pai Ailton Donizeti dos Santos Luciano

     

    Em tempos de tensão política e conflitos internacionais, uma antiga frase latina volta a ecoar com atualidade: “Si vis pacem, para bellum” — Se queres a paz, prepara-te para a guerra. O pensamento, que atravessou séculos desde a Roma Antiga, resume um princípio que ainda hoje orienta muitas nações: a paz também depende da capacidade de defesa. Mas outra expressão latina ajuda a compreender o lado humano dessa realidade: “Memento Mori”, que significa lembre-se de que és mortal. Longe de ser um convite ao pessimismo, a frase sempre foi usada como um lembrete da fragilidade da vida e da importância de viver com consciência e propósito. Conta-se que, na Roma Antiga, durante os desfiles de generais vitoriosos, um escravo caminhava atrás do comandante repetindo discretamente: “Memento Mori”. A intenção era simples: lembrar que, apesar da glória e do poder, todos permanecem mortais. Filósofos estoicos como Sêneca e o imperador Marco Aurélio incorporaram essa ideia em seus ensinamentos. Para eles, refletir sobre a finitude da vida não era um exercício sombrio, mas um caminho para valorizar o presente e agir com virtude. Entre soldados, ao longo da história, o sentido dessas palavras também encontrou eco. Recordar a própria mortalidade não significava glorificar a guerra, mas reconhecer o valor da vida e da responsabilidade assumida por aqueles que se preparam para defendê-la.

    Qual é o seu nome completo?

    Antony Matheus Pimentel Luciano, sou filho de e Suzy Daly Siqueira Pimentel. Nasci dia 12 de agosto de 2008.

    Você promoveu nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, uma iniciativa muito interessante, com o apoio de outras pessoas, assim como a Secretaria da Cultura de Rio das Pedras, um evento, possivelmente o primeiro que se tem notícia, aqui na cidade. Foi um evento voltado ao público em geral, com o fim educativo?

    A exposição bélica reúne veículos militares, fotografias, uniformes, capacetes e armamentos históricos, compondo um acervo significativo para fins educativos e culturais. Ressalta-se que todos os armamentos expostos tiveram seus mecanismos internos totalmente removidos, o que os torna completamente inofensivos e apropriados para exposição pública. O espaço expositivo está organizado em áreas temáticas distintas e devidamente isoladas. Cada uma dessas áreas conta com a presença permanente de um militar reformado, responsável pela supervisão do ambiente e pela orientação dos visitantes, garantindo o cumprimento das normas de segurança, entre elas a recomendação de não tocar nas peças expostas. Trata-se, portanto, de uma apresentação de caráter exclusivamente educativo e cultural, planejada para proporcionar conhecimento histórico ao público de forma segura e responsável. A exposição conta atualmente com 11 veículos militares de transporte, adquiridos em leilões do Exército Brasileiro e posteriormente restaurados. O acervo inclui ainda cerca de 800 peças variadas, entre uniformes, fotografias históricas, capacetes, réplicas de armamentos, rações militares, barracas e diversos outros itens que ajudam a retratar diferentes períodos e aspectos da história militar.

    Hoje você tem apenas 17 anos. Muitos, nessa idade, ainda estão descobrindo seus caminhos. Mas você decidiu fazer algo diferente: assumir uma responsabilidade que poucos teriam coragem de assumir. Com determinação e amor pela história, reuniu ao seu lado um grupo de amigos — muitos deles com idade para serem seu pai — militares que, até pouco tempo, serviam ao Exército Brasileiro. Conquistou o apoio da Prefeitura Municipal de Rio das Pedras e da Secretaria Municipal de Cultura. Mais do que um projeto, você ajudou a construir um espaço de memória. Na antiga Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Sorocabana, organizou um ambiente que preserva parte da nossa história: veículos, peças e documentos da Revolução Constitucionalista de 1932 e também de combatentes da Segunda Guerra Mundial. Diante de tudo isso, fica a pergunta: foi você mesmo quem idealizou e coordenou tudo isso? Se a resposta for sim, então talvez a pergunta mais correta não seja se você é jovem demais para fazer algo tão grandioso…, mas sim quantos jovens teriam coragem, visão e dedicação para realizar algo assim.

    Eu acredito que para ter responsabilidade não depende da idade! Toda idade tem uma responsabilidade! E quando você assume deve cumprir!


     

    Você está estudando?

    Estou cursando o ensino médio. Pretendo fazer a carreira militar. Eu pretendo fazer a EsPCEx na Academia Militar das Agulhas Negras. A EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército), em Campinas-SP, é o primeiro ano da formação de oficiais combatentes (incluindo Infantaria) do Exército Brasileiro. Com 1 ano de duração em regime de internato, prepara para os 4 anos seguintes na AMAN. Exige ensino médio, idade de 17 a 22 anos.

    E como está o seu condicionamento físico?

    Está bem! Acho que é da genética! O meu pai que foi entrevistado para “A Tribuna Piracicabana”, há alguns anos é um atleta consagrado. Ele é Cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, conquistou um grande número de prêmios competindo no ciclismo, tanto pessoalmente como também representando a Polícia Militar.

    Você acredita que a determinação do seu pai em ser um atleta disciplinado, com um desempenho físico acima da média, é uma fonte de inspiração para você?

    Sem dúvida! Ele é um exemplo a ser seguido!

    Você conseguiu reunir quantas pessoas aqui?

    Vieram 6 expositores com 11 viaturas. São viaturas desativadas, peças de colecionadores, que mantém a originalidade.

    Qual é a reação que o público demonstra?

    Espanto! Surpresa! O aspecto Histórico infelizmente é pouco conhecido ou lembrado. Muitos visitantes perguntaram o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932, muitos já adultos, recebemos cerca de 1000 crianças, acompanhadas de suas professoras, e em particular duas delas me surpreenderam: contaram a história completa da Revolução e da Segunda Guerra Mundial. Eu iria contar e eles me contaram!

    O que é necessário é o interesse pela História!

    Sem dúvida! Também passaram por aqui muitas pessoas movidas pela curiosidade, olham admirados, mas não buscam os fundamentos, a origem dessas discordâncias, o significado ou utilidade do material exposto.

    Você tem ideia do número de pessoas que visitaram a exposição?

    Vieram cerca de 1000 alunos de sete escolas, na sexta-feira. No sábado foi aberta a visita ao público, estou estimando cerca de 800 pessoas. Tivemos o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Rio das Pedras. O Secretário Davi Costa esteve aqui na sexta-feira, gostou muito. Nosso objetivo é entrar para o calendário de eventos da cidade, agregando outras instituições congêneres.

    Por tratar-se da primeira exposição do gênero na cidade, considerando-se que muitas pessoas estão trabalhando nesses dois dias, foi um evento marcante! Se outras cidades vizinhas, como Piracicaba por exemplo, convidá-los vocês vão expor?

    Sim, somos todos voluntários, fazemos esse trabalho por amor e para levar a História!

    Você está com dois focos, peças da Revolução Constitucionalista de 1932 e dos combatentes de Rio das Pedras que foram para a Segunda Guerra Mundial. O foco principal é a Revolução de 1932, onde Rio das Pedras teve uma participação expressiva para a época.

    Rio das Pedras participou com quantos voluntários em 1932?

    Foram 111 pessoas! Dos quais 16 faleceram. Essa foi uma pesquisa que eu mesmo fiz, procurei, levantei os dados, procurei o nome das famílias de Rio das Pedras e pela lista de alistamento em Piracicaba, o alistamento dos rio-pedrenses foi feito em Piracicaba. Dia 4 de agosto de 1932 Rio das Pedras passou a ser sede para embarque de combatentes. As famílias dos combatentes de Rio das Pedras estavam em conflito com o embarque em Piracicaba. Havia também um sentimento muito forte de ver um filho partir para a frente de combate. A incerteza de que ele iria voltar e como iria voltar deixava a família muito aflita.

    Você revelou um fato que é muito pouco comentado, a existência do Batalhão Mirim!

    Batalhões Infantis protagonizaram o lado mais dramático da Revolução Constitucionalista de 1932. “Se necessário, também iremos” era o lema das tropas formadas por crianças de 5 a 12 anos de idade.

    Eu tenho documentação, fotos e tenho o capacete utilizado por um integrante do batalhão infantil. Aqui a idade mínima que foi encontrada era a de 10 anos de idade. Temos também a espada infantil, é fácil identifica-la, pela empunhadura proporcional à mão de uma criança e pelo comprimento, que é bem mais curta, proporcional a altura da criança.

    Vieram pessoas de outras cidades para visitar a exposição?

    Vieram pessoas de Campinas, Americana, Mombuca, Capivari, Porto Feliz.

    Como o público fica sabendo das exposições que vocês realizam e em que local?

    Eu tenho no Instagram: Brasilemguerra. Lá eu posto todo calendário nosso e os eventos dos quais participamos. São exposições abertas ao público.

    A seu ver a formação militar é importante para a saúde, disciplina, formação de bons hábitos?

    Mesmo que a pessoa não siga a carreira militar, o aprendizado é valioso. Principalmente os jovens, que estão em um período de formação de hábitos, personalidade e seu posicionamento junto a sociedade, pois alguns acabam sendo influenciados por indivíduos ou grupos com intenções inconfessáveis. O nível cultural e a natureza do caráter da pessoa também são determinantes para a sua formação. Vivemos em uma democracia, é um direito da pessoa pensar da forma que achar melhor.

    Você tem alguma curiosidade para acrescentar?

    Capivari, cidade vizinha a Rio das Pedras, durante a Segunda Guerra Mundial, enviou um contingente de soldados que serviram no Tiro de Guerra daquela cidade, para a Itália.

    Existe algum projeto para fazer um mausoléu para os combatentes rio-pedrenses de 1932?

    Eu penso em reunir as forças vivas da cidade para construir um mausoléu em homenagem aos 111 combatentes que honraram o nome da nossa cidade. Muitos familiares desses combatentes são pessoas atuantes na vida da cidade, nos mais diversos setores, posso citar de memória as famílias Coury, Viegas, Amaral e muitas outras que aqui no momento não tenho como nominá-las. Mas tenho a relação completa de todas as famílias.

    Alguém do Exército entrou em contato com vocês, com relação a esta exposição?

    Aqui é uma exposição de colecionadores, temos o apoio logístico da Prefeitura Municipal de Rio das Pedras, da Secretaria da Cultura e Turismo, autorização legal das autoridades policiais , nesse aspecto somos muito diligentes. Tivemos a visita do Sargento Edu, do Tiro de Guerra de Capivari, ele achou muito interessante, um acervo muito bom, a organização e exposição muito bem elaborada, a ponto de ficar entusiasmado em levar nossa exposição para a cidade de Capivari, aberta ao público daquela cidade. O Brasil é uma grande Nação! Temos o melhor Batalhão de Selva, fato reconhecido pelas grandes potências.

    Qual é a composição da ração militar do Exército Brasileiro?

    Não é alimento de um restaurante cinco estrelas. Mas não é uma comida ruim, eu já experimentei, é muito boa. Existe um cardápio, existe a ração militar e o cardápio completo. Tem um cardápio de strogonoff de frango, strogonoff de carne, feijoada, carne. A ração para 24 horas tem o café da manhã, o almoço, o jantar e a ceia.

    A água o batalhão leva?

    Leva a água potável. Na ração militar tem purificador, é semelhante a um comprimido.

    Você trouxe uma coleção enorme de capacetes!

    Temos uma variedade de capacetes, pertencentes a um colecionador. Temos capacete do Exército Brasileiro, com camuflagem; capacete Britânico da 1ª Guerra. Antigamente os capacetes eram feitos em fábricas de penicos, por isso este capacete tem esse formato! A seguir um capacete americano utilizado na Guerra do Vietnã, um outro capacete foi utilizado pela Aeronáutica que é diferenciado, o gorro utilizado pela FEB, ele ia embaixo do capacete, por causa do frio extremo na Itália. O capacete alemão, utilizado no deserto, a cor tem uma tonalidade próxima a cor de areia, junto um óculo para proteção contra o sol. A seguir temos um boné japonês, usado embaixo do capacete. Quando não estavam em batalha usavam o boné.

    Alguns capacetes tem uma espécie de tela recobrindo-o, qual era a finalidade?

    A tela tem duas funções principais: adicionar camuflagem, colocando mato ao passar por lugar de matas, e ofuscar brilho do capacete a noite. Quebrar o reflexo. Temos o capacete de Paz da ONU, uma das viaturas que está exposta no pátio foi utilizada pelas Forças de Paz da ONU no Haiti. Esse capacete com uma cruz vermelha em cada lado é capacete de médico. Durante o combate era proibido atirar em médico. Isso sempre foi muito rigoroso. Em qualquer guerra recebe o nome de Termo de Consentimento. A garantia absoluta durante uma batalha é impossível, pode ocorrer do médico não ser identificado. Isso ocorre também com a imprensa, mas de forma diferenciada, a imprensa pode circular após o local estar pacificado. Mesmo que exista conflito ele já está sob controle. A segurança em campo de batalha nunca é absoluta nem para médicos ou jornalistas. Se ele pisar em uma mina possivelmente irá perder a vida. Esse outro capacete é dos soldados da União Soviética, é um gorro forrado de ambos os lados, possivelmente com pele de urso negro, formando uma grossa camada de proteção principalmente pelo rigor do inverno da União Soviética. Ao lado dos capacetes temos o fogareiro, é uma base de lata, com cerca de 10 centímetros de altura, é aceso e colocado a base em cima, para aquecer a ração alimentar. Ainda temos o capacete vietnamita, foi o primeiro capacete feito de fibra.

    Manequim de soldado alemão, geralmente são bem altos, o uniforme é o mais bonito, tem quase o acabamento de um terno.


     

    Ele é resistente?

    Nenhum capacete dos que estão expostos, foi feito para segurar a bala. Se for atingido frontalmente ele será perfurado. A função principal desses capacetes é a de ricochetear o projétil. Um fator analisado é a pressão do projétil que atinge diretamente a cabeça do adversário é muito forte, reflete com força no pescoço. Um projétil atingindo na diagonal, o capacete fará com que ele ricocheteie. Ao lado temos a munição de um ubuzeiro, uma peça de artilharia pesada. Temos a cápsula e a ponta que é o que sai. No caso só a cápsula original, a ponta é um simulacro moldado para servir como modelo. Ao lado temos um rádio de combate, tem um soldado de comunicações, que vai com esse rádio. Esse soldado não vai com armamento pesado. O rádio pesa 3 quilos, o alcance depende do tipo da antena, tem antena que pode alcançar um raio de 40 quilômetros em área livre. Atualmente já é digital. Com um alcance bem maior e uma qualidade muito melhor. Ao lado temos a pá de trincheira. Exige bastante esforço do soldado que estiver cavando.

    E essa bicicleta?

    Essa bicicleta vem desmontada, dentro de uma caixa, junto vem uma bolsa com as ferramentas para montá-la. A caixa é lançada de um avião, com paraquedas. O soldado monta e, quando estiver pronta, pode acoplar um fuzil na lateral direita da bicicleta.

    Temos uma série de miniaturas que seguem fielmente os modelos reais de veículos militares.

    Foram feitas pelo meu pai, ele há muitos anos tem como hobby fazer miniaturas, no início ele fazia miniaturas de viaturas da Polícia Militar. Ele tem muita habilidade. Temos um telefone de comunicação interna, eles ficam nas barracas. São interligados por fios. O comprimento do fio é que permite o alcance. Era de uso restrito para fins militares. Tem um outro modelo, que se girar a manivela irá tocar do outro lado. Ele é magnético, só tem uma pilha para armazenar energia. Ele sempre terá energia, ela é gerada pelo movimento da manivela. A seguir temos os uniformes utilizados pela Força Publica na Revolução de 1932. Os botões são de metal e tem estampado o Cruzeiro do Sul. Usavam como arma o Mosquetão Mauser 1908. Também usavam espada. Aqui temos o capacete do Batalhão Infantil, original, e a espada de tamanho proporcional ao usuário. A empunhadura só permite a entrada de uma mão de criança. A seguir temos a baioneta de adulto, que é grande, era acoplada na ponta do fuzil. As crianças prestavam o serviço de mensageiros

    Crianças, meninos portando-se como soldados e meninas vestidas como enfermeiras. Mais do que combatentes elevavam a moral dos voluntários paulistas. Participaram com a prestação de serviços na retaguarda. O que hoje é inadmissível, na época era estimulado, principalmente por influência de países da Europa. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) realizou em 18 de setembro uma sessão solene em homenagem póstuma ao escoteiro Aldo Chioratto, concedendo-lhe o Colar de Honra ao Mérito, a mais alta honraria da Casa. Aldo, que aos nove anos de idade perdeu a vida enquanto atuava como mensageiro voluntário durante a Revolução Constitucionalista de 1932, é reconhecido como símbolo de coragem e sacrifício, sendo o único menor a receber tal distinção, com seus restos mortais sepultados no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Obelisco do Ibirapuera.

    Salvo-conduto liberava o militar a ir para casa fardado. Era para evitar a descrerão. O diretor. O traidor, em caso de guerra poderá ter pena de morte. ´

    Ailton Donizeti dos Santos Luciano

    Ailton Donizeti dos Santos Luciano com uniforme de 1º Tenente da Primeira Guerra Mundial . Ao fundo a bicicleta que era lançada por avião dentro de uma caixa de madeira. Na lateral da bicicleta, um fuzil.

    Police, Polícia Militar do Exército Inglês.

    Aquele manequim com altura acima do padrão, fardado, simboliza qual exército?

    Ele representa um típico soldado alemão! O comentário é de que o uniforme alemão é o mais bonito! E é mesmo! Ele tem a elegância de um terno. Trouxemos um simulacro de um fuzil semiautomático utilizado pelos EUA na guerra contra o Vietnã. O modelo M-16 marcou uma época. Simulacros de Pistola alemã Luger, P-o8 e P-38. Antony pega um simulacro de uma MP-40, uma arma que os brasileiros usaram na Segunda Guerra Mundial, como brasileiro dá apelido para quase tudo, ele chamava essa arma de “Lurdinha”. (Segundo a lenda, um brasileiro após ver a arma funcionando disse que parecia a máquina de costura da sua esposa, que se chamava Maria de Lourdes, mais conhecida como Lurdinha

    Outra versão é que um outro soldado disse que lembrava a sua esposa, Lourdes ou Lurdinha, ela falava muito e rápido, assim como a arma disparava muitos tiros rapidamente. De qualquer forma o apelido pegou sendo até tema de música! Coisa de brasileiro!

     

    Modelos de capacetes e granadas de diversas épocas. (Crânios de gesso, simulacros de tipos de granadas))

    Aqui temos mais um capacete alemão?

    Sim! Esse é da primeira Guerra Mundial! Nas laterais há um furo para encaixar uma chapa de aço extra na frente do capacete. O aço utilizado nos capacetes dos alemães era mais resistente do que o aço dos capacetes dos aliados. O capacete alemão da Segunda Guerra Mundial tem um formato diferenciado na parte de traz para proteger melhor a nuca. O capacete francês tem no seu topo um penacho de um galo, que é o símbolo da França. A seguir temos uma farda da Ucrânia, utilizada atualmente naquele país. A seguir temos um Cunhete, que é uma caixa de madeira, muito resistente, feita para o transporte de munição, geralmente munição pesada, como bala de canhão.

    A exposição, de cunho histórico e cultural, trouxe a tona um aspecto que a humanidade repudia, que é a violência de um grande conflito. Mas, as guerras estão espalhadas pelo mundo, hoje com armas altamente tecnológicas que eliminam, inimigos. Podemos constatar que passados mais de mil anos, quando foi proferia, a frase Se queres a paz, prepara-te para a guerra., pensamento, que atravessou séculos desde a Roma Antiga, resume como o homem pode tentar resolver suas divergências e ambições. 

     

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