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    A barba e suas intenções

    Por ecliente16 de fevereiro de 2026Nenhum comentário3 Min de Leitura

    A barba e suas intenções

    A barba nunca foi só pelo no queixo. Barba é aviso prévio. É legenda da cara. É currículo sem papel timbrado. Antes do homem inventar a escrita, a barba já estava lá dizendo: “esse aqui já apanhou da vida” ou “esse ainda tá em fase de teste”. Lá na idade das cavernas não existia barbeiro nem espelho. O sujeito acordava barbudo porque estava vivo. Se tentasse tirar, era na base da pedra, do fogo ou da coragem. Quem tinha barba grande inspirava respeito; quem não tinha, inspirava dúvida… ou piada. Com o tempo, a barba virou instrumento de comunicação. No Egito Antigo, o faraó não confiava nem no próprio pelo: colocava barba postiça pra parecer mais deus que gente. Não era vaidade, era marketing divino. Na Grécia, filósofo sem barba parecia aluno perdido. Em Roma, raspar a barba virou sinal de progresso, higiene e civilização. Moral da história: a barba nunca mandou em nada, sempre foi mandada. Na Idade Média, ela cresceu sem pedir desculpa. Rei barbudo mandava mais. Cavaleiro barbudo metia medo. Monge barbudo inspirava pecado e perdão ao mesmo tempo. Frederico I ficou conhecido como Barbarossa por causa da barba ruiva, que virou símbolo de poder. Séculos depois, o nome apareceu na Operação Barbarossa, provando que até barba acaba envolvida em guerra. Barba sempre foi coisa séria… ou perigosa. A barba é natural do homem, mas os sentidos mudaram. Surgiram barbas com personalidade própria: Barba do sábio, quanto maior, mais ninguém discute. Barba do revolucionário, não corta por princípio. Barba do desleixado, não corta por preguiça. Barba do vaidoso, cuida mais da barba que da alma. Barba da autoridade, respeita que eu mando. Barba da religiosidade, tenha fé. Barba da virilidade exagerada, olha o macho aqui. Cada barba conta uma história, mesmo quando o dono não tem nada a dizer. Quando chegaram as lâminas, os sabões, a Gillette e a água pós-barba, o sofrimento virou ritual. Antes era dor e sangue; depois virou espuma e propaganda. No século 21, a barba virou moda, identidade e até desculpa. Barba bem feita passa confiança. Barba mal feita passa abandono. A mesma barba pode fazer o sujeito parecer intelectual, perigoso, moderno ou simplesmente atrasado, tudo depende do ângulo e da iluminação. Na política atual, no Brasil e no mundo, a barba continua falando mais que discurso. Tem barba que tenta parecer do povo, barba que quer impor autoridade, barba revolucionária de foto em preto e branco e barba totalmente domada pelo marketing. Já teve tempo em que "barba, cabelo e bigode", viravam critério de competição, como se estética fosse medalha e caráter fosse acessório. Antigamente, um fio de bigode valia mais que assinatura em cartório. Era promessa, contrato e palavra de honra. Hoje, sobrou o bigode… a honra anda sumida. A barba também serve de máscara: esconde intenções, disfarça insegurança e cria personagem. E continua sendo atrativo feminino, seja por parecer proteção, maturidade ou aquele instinto ancestral que não passa recibo. Hoje a barba recebe mais cuidado que muita consciência. Óleo, creme, pente, salão exclusivo. Narciso olha no espelho, se apaixona pela própria barba e esquece o resto. A moral da história é simples: quando a barba vira só vaidade, vira vazio. Quando vira identidade e contestação, vira linguagem. No século 21, o importante não é ter barba. É saber por que ela está ali. Porque barba sempre fala. O problema é quando ela fala bonito… e o dono não sustenta o discurso. Aonde você está escondido? 

    12/01/2026

    Walter Naime

    Arquiteto-urbanista

    Empresário.

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