A expectativa está instalada em todas as emoções produzidas pelos sentimentos duvidosos. Ela se faz presente naquilo que é ruim e naquilo que é bom e nos deixa no clima de apreensão.
Quando falamos que o “melhor da festa é esperar por ela” o pior é quando acabou, nos propomos despertar você para o que acontece com o foco da festa, antes dela se realizar num ambiente de satisfação. A mesma sensação mas com o conteúdo ruim, nos leva em mal- estar.
A expectativa no século 21 passou ser a grande sala de torturas nos castelos medievais da modernidade.
Todos somos reféns dessa carga psicológica que invade os emocionais dos quatro cantos do planeta.
A “teoria da incerteza” apresentado por Heisenberg, nascida no século 18 se encontra desenvolvida no século 21 como um tema proeminente, ao não se ter certeza de nada. Tudo estando em movimento com encontros nem sempre explicados, desde coisas com elétrons, corpos celestes, galáxias, universos, com leves conclusões das incertezas da Teoria Quântica, que se você disser que a entende, direi que duvido. Estaremos sempre a procura desse entendimento.
Com todas as incertezas colocadas em nosso colo o estado emocional, dançando na maionese se vê em “expectativa” do que vai acontecer nos introduzindo na sala de torturas se perguntando quando será sua vez. Na hipótese da expectativa ser para coisas boas a sala de espera será a “sala da esperança” como conforto.
A expectativa tem a capacidade de manter você tenso, afetando todo comportamento, fazendo-o refém da dúvida, na procura da verdade que nem sabemos se existe. Tudo a curto, médio e longo prazo parece estar determinado, porque de cada dúvida nascem duas.
Em todos os campos do conhecimento as certezas são atacadas pelas incertezas. Dimensionar o tempo para esses esclarecimentos é impossível até agora.
No campo das economias, as dúvidas mais frequentes são: Será que vai chover? Será que vai faltar alimentos? Será que a bolsa de valores vai subir? Será que o dólar vai baixar? Será que o salário mínimo vai permanecer? Na educação as dúvidas dominantes são: Será que o sistema se mantém? Será que o professor quer ensinar? Será que o aluno quer aprender? Na saúde as dúvidas continuam a zunir nos nossos ouvidos: Será que o “vírus do Ipiranga” vai dar uma trégua? Será que vão terminar o hospital inacabado? Será que a equipe médica vai chegar num acordo? Será que o câncer vai ter cura? Será que vai faltar remédios? Será que o humano se imortalizará? Em termos de segurança: Será que os presídios vão dar conta? Será que o PCC vai dominar? Será que os genocídios femininos vão diminuir? Será que o tráfico de drogas será combatido? Será que as drogas serão liberadas? Será que os furtos e roubos continuarão às soltas?
O crescimento populacional continua sendo problema: Será que as igrejas e as autoridades vão admiti-la? Será que os direitos humanos vão continuar a proteger os criminosos? Será que o XV de Novembro vai ficar campeão? Nas filosofias: Será que a humanidade está se esfacelando? Será que os pensamentos sadios estão perdendo significado? Será que a nossa origem será explicada? Será? Será? Será que o entendimento da vida será atingido?
As dúvidas continuarão a solapar as bases das certezas até agora aceitas.
Estamos assistindo à confirmação do Chico Buarque de Holanda “O que será, O que será” onde a sonoridade de seus versos antecipam os questionamentos.
Vamos sair dessa crônica de ficção e entrar na sala da esperança, no aguardo da grande festa sempre na sua companhia.
Walter Naime
Arquiteto-urbanista
Empresário.
(14/03/2025)